No momento em que a Bahia enfrenta a pior seca das últimas décadas, o
governo baiano tem a missão de cumprir metas ambiciosas no ano de
2013. Para atingir a marca estabelecida de construir 65 mil cisternas
apenas este ano, o programa Água para Todos terá que quadruplicar o
ritmo das obras comparado à média dos último seis anos.
Com 6.856 cisternas erguidas entre janeiro e março deste ano, o
governo terá que construir outros 58.144 equipamentos deste tipo até
dezembro. Para isso, será preciso alcançar uma média de 211 cisternas
construídas por dia. Do início do governo Jaques Wagner até o ano
passado, a média diária foi de 46 cisternas.
As metas de perfuração de poços e construção de sistemas de água
simplificados também foram ampliadas para este ano. A expectativa é que
sejam perfurados 870 poços e erguidos 950 sistemas simplificados de
água.
Coordenador do programa, o secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Splengler, garante que as metas são viáveis e serão cumpridas até dezembro.
"Temos recursos disponíveis e contratos já firmados com empresas e organizações sociais para realização dessas obras. É um trabalho que será feito gradativamente", afirma. A ordem é priorizar os 236 municípios que estão em situação de emergência.
Barragens - Para garantir o abastecimento de água das cidades, está
em andamento a ampliação do sistema integrado de abastecimento de
água de Feira de Santana, além da construção dos sistemas de Curaçá,
Serra do Ramalho, Ponto Novo, Jacobina e Andorinha.
Nas últimas três cidades, as obras estão sendo feitas em caráter
emergencial - ou seja, sem a realização de um processo licitatório.
Entre as grandes obras, a principal aposta é a Barragem do Rio Colônia,
que vai ampliar a capacidade de abastecimento da região de Itabuna. O
investimento previsto é de R$ 71,7 milhões, com previsão de entrega no
final do próximo ano.
Esta será a primeira barragem de grande porte projetada e iniciada
no governo Jaques Wagner - o que tem gerado críticas da oposição.
Para o vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado
estadual Bruno Reis (PRP), a política de recursos hídricos do governo
federal é equivocada.
Segundo ele, o Plano Estadual de Recursos Hídricos, aprovado no
governo Paulo Souto, previa a construção de seis novas barragens de
porte. "Nenhuma delas foi feita porque o governo preferiu o caminho mais
fácil e eleitoreiro de construir cisternas", diz o deputado.
Presidente do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos
Efeitos da Seca, o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa,
contra-ataca. "Nossas barragens não são feitas a partir de demandas
políticas nem de avaliações precárias ou rápidas. São obras feitas com
base técnica", afirmou.

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