terça-feira, 7 de maio de 2013

Ponto de Leitura Biblioteca Cidadã volta as aulas de Violão.

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           Graças ao projeto do Agente Jovem de  Cultura, e sua representante no município a jovem Jeane, o ponto de Leitura, Biblioteca Cidadã de Barrocas, reinicia as capacitações nas áreas de violão com o professor Ivan e fará ainda a Oficina de Literatura com o oficineiro Luiz Santana.

          As aulas de violão serão duas vezes por semanas: Terças,  das 9 as 11 e das 14 as 16 e na Sextas nos mesmos horários, as turmas serão limitadas a cinco alunos e atenderá quem já fez a primeira etapa.

          Já a oficina de literatura para quem gosta de ler, escrever e montar pedagogias da leitura será marcada após conclusão da seleção que se abrem hoje, se vc tem interesse faça já a sua inscrição.

       

           "Para o proponente do ponto de leitura, Antonio Marcos o retorno das atividades é fundamental para a manutenção do ponto e espera a partir de agora poder contar com mais parceiros para garantir a realização destas ações.

Índios Payayá ocupam Secretaria de Educação da Bahia

Cerca de 150 índios Payayá da aldeia da Chapada Diamantina ocuparam nesta segunda-feira, 6, o prédio da Secretaria de Educação do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O grupo tenta audiência com o governador Jaques Wagner para tratar de reivindicações antigas do povo indígena. “A gente veio para Salvador para ter contato com as autoridades e cobrar promessas que foram feitas ao povo indígena e ainda não foram cumpridas. Temos reivindicações em 14 secretarias. Queremos que o governador nos atenda e que cada secretário coloque na mesa o que será atendido imediato e o que não será. Só vamos sair daqui com essa resposta”, disse o cacique Juvenal Payayá. De acordo com ele, entre os pedidos estão construção de estradas e de escolas nas aldeias, concurso público para professores indígenas e conclusão de obras que não foram finalizadas. “É um leque de reivindicações de coisas que estão dificultando a vida e sobrevivência dos povos indígenas”. Leia mais no A Tarde.

Conta de água da Embasa vai subir em quase 10%

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A conta de água da Embasa vai ficar em média 9,8% mais cara em até 30 dias, segundo o Jornal A TARDE. O aumento vai ser autorizado no Diário Oficial dessa terça-feira (7). A reportagem informa que a Embasa pretendia fazer um reajuste ainda maior, de 14%, mas não foi autorizado pelo Estado. A empresa chegou a propor 12, 98% mas o governo só autorizou os 9,8%. O percentual ficou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 7,22% nos últimos doze meses. *Metro1

Com a estiagem, ruínas da ‘velha Canudos’ volta a aparecer após 17 anos

Seca fez o Açude do Cocorobó, construído em 1968, baixar o seu nível em nada menos que 11 metros.

“Que desgraça de tanto tiro… Simbora daqui, pelo amor de Deus!”
São as balas das espingardas bate-bucha zunindo nos ouvidos da volante. Na terceira investida do Exército sobre o Arraial de Canudos, o coronel Moreira César é atingido mortalmente. 
Apesar de armados com fuzis, os 1,2 mil soldados do governo sucumbem à fé e à fúria da jagunçada e, ante a perda do seu comandante, resolvem debandar como diabos fugindo da cruz. É nesse momento que o Coronel Tamarindo, que assume a tropa, profere a frase famosa.  
“É tempo de murici… Cada um cuida de si…”
Mais de cem anos depois, detalhes daquela fuga, um dos capítulos mais marcantes da Guerra de Canudos – entre novembro 1896 e outubro de 1897 – são relatados com entusiasmo pelo poeta e guia turístico José Américo Amorim, 47 anos. Desta vez, o poeta está especialmente empolgado. Não é todo dia que se tem a oportunidade de contar essa história estando com os dois pés sobre o território da  Canudos Velha, a pouco mais de 400 quilômetros de Salvador. Estamos no local exato onde, após uma quarta investida, o povoado construído por Antônio Conselheiro foi dizimado.
O poeta e todos que nas últimas semanas transformaram aquelas ruínas em local turístico devem essa experiência rara à seca. Foi ela que fez o Açude do Cocorobó, construído em 1968, baixar o seu nível em nada menos que 11 metros. Dos 245 milhões de metros cúbicos d’água (245 bilhões de litros), restam apenas 20%. A perda fez aparecer ruínas de duas Canudos: a Canudos conselheirista, que viveu as batalhas, e a Canudos pós-conselheirista, ambas inundadas pelo açude. 
RTEmagicC_canudos00_01.jpgA última vez que algo parecido aconteceu tem pelo menos 17 anos, na seca entre 1996 e 1999. Com a nova seca, emergiram da primeira Canudos a base do cruzeiro defronte às duas igrejas do arraial, parte do cemitério onde estariam os restos mortais de alguns dos combatentes e a base de um canhão, uma matadeira de fabricação alemã. Da segunda Canudos, reconstruída no mesmo local, aparece hoje boa parte das ruínas de uma terceira igreja, edificada após a morte de Conselheiro, e uma ponte que dava acesso à cidade. 
“Apesar dos vestígios mais evidentes serem da Canudos pós-conselheirista, a segunda Canudos foi construída na mesma área. Estamos pisando no centro da guerra”, diz José Américo. Do lugar, na margem esquerda do rio Vazabarris, é possível enxergar o Alto da Favela, na margem oposta. Ali ficava a campanha mais próxima que o Exército conseguiu estabelecer antes da matança final, a 300 metros do Belo Monte, também se chamava o arraial.
Normalmente, os atuais visitantes avistam a área inundada em que ocorreu a guerra a partir daquele ponto. O mesmo em que Euclides da Cunha se estabeleceu para escrever Os Sertões. “Mas a seca traz a possibilidade da visão a partir de quem estava em Belo Monte e enxergava o acampamento dos soldados. Isso é raro”, observa o poeta. canudos4
Xique-xique As lembranças de quando teve de deixar Canudos Velha seguem firmes na mente e no coração de Maria Antônia dos Santos, 73 anos. Vivia feliz com os pais e irmãos quando souberam da construção do açude. A água da barragem subiu da noite para o dia. Muitos tentaram resistir, inclusive sua família. “Saímos com água no pescoço. Por um lado foi uma tristeza deixar tudo para trás. Por outro, chegou água farta”, conta. 
Ao retornar ao local, as ruínas ainda lhe emocionam. Afinal de contas, foi naquela igreja pós-conselheirista, a terceira construída no lugar, que se casou há mais de 60 anos. Dona Maria explica que as construções em forma de arco são da entrada  da igreja e do altar. “E ali a gente se confessava com o padre”, indica.
Fato é que a seca cria um curioso turismo que só ocorre de tempos em tempos. “É a chance de ver de perto o cenário da guerra. É história, né?”, diz a estudante Janaína Coelho, 23 anos, que veio de Petrolina, em Pernambuco. Mas, além desse turismo histórico, há o turismo afetivo. “Inclusive filhos de Canudos que ganharam o mundo vêm de longe para conhecer parte de suas origens”, diz o historiador Manoel Neto, coordenador do Centro de Estudos Euclides da Cunha, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Ainda que a seca continue, há pouco a se revelar da primeira e segunda Canudos além do que já existe. Apenas as bases das duas igrejas conselheiristas, feitas de pedra, ainda resistem abaixo do lodo do açude. Dos casebres do arraial, não existe mais nada. Até porque as construções eram de pau a pique. 
Se voltar a chover e, como diz o povo canudense, o açude novamente sangrar (transbordar), tudo vai desaparecer. Se bem que, essa cidade tem como essência a resistência. Destruída pelo fogo da guerra, ressurgiu para ser apagada pela água. Reapareceu pela terceira vez em outro local e hoje segue viva. No presente e no passado. E a cada aparição das suas ruínas, aqueles que têm o mínimo de imaginação, talvez consigam ouvir a munição das espingardas bate-bucha zunindo nos ouvidos.

Barrocas: Como sempre as carreiras de Prado vem animando a nossa cidade


                                                                                                     Neste domingo (5) aconteceu novamente outra sensacional corrida de cavalos na fazenda de Zeca Bumba nas proximidades de Santa. Como sempre foi de arrasar; O público que surpreendeu pelo comparecimento em massa ficou entusiasmado e vibrava com cada páreo. O evento contou com a presença do ex-secretário de finanças Jai, do presidente da Câmara de Vereadores Kekeu, vereadores Dida e Gerinaldo, Secretário de Infra-estruturar de Teofilândia Claudivan dentre outros. Mais uma vês, fica claro e provado que a nossa cultura nordestina a cada dia se fortalece com eventos tão simples, porém com uma grandiosidade que impressiona a quem tem o privilégio de conhece-la e presenciá-la. A vaqueirama como sempre, deu um show à parte que deixou a galera de queixo caído com tamanha destreza sobre os cavalos.
Banha feliz da vida por ter ganhado uma das apostas

domingo, 5 de maio de 2013

Final do Curso de Arbitragem em capoeira em Araci

             Ao meio dia deste Domingo, dia 05/05/2013, finalizou-se o curso de Arbitro de Capoeira que havia começado na sexta feira no Salão da Câmara de Vereadores de Araci.  Os capoeirstas poderam receber sua primeira certificação das mãos do Mestre Antonio Afonso e do contra mestre Fofão. "Este momento único, esta grande oportunidade está servindo não só para conseguirmos conhecimento na capoeira como para agregar novos valores e maiores contatos com a capoeira nacional e baiana, disse Alisson Cleisson, Agente de Cultura.             
              O  curso de Arbitro de Capoeira teve uma programação que trousse em sua abertura o grupo cultural de Reis e Samba, Reisado Nossa Senhora da Conceição, onde contagiados pelos folguedos a capoeia entrou no samba de roda. 
             Em seguida o Dr. Ubirajá Mangabeira foi convidado pelo coordenador, Sr, Luiz Santana, a compor a mesa para apresentar aos presentes os demais convidados, como o senhor Dr. Nelsival Menezes, o Mestre Antonio Afonso e o Contra Mestre Fofão, assim como ao passar as fala ao Dr. Nelsival, o mesmo convidou a mesa o mestre Neião, a Senhora Debora Mangabeira e o Sr, Luiz Santana que na oportunidade fez uma homenagem a aluna "DANI" que faleceu há alguns anos atrás, ela irmã do nosso amigo "CHEIRO", onde os mesmo sempre foram exemplo de dedicação a capoeira, mesmo que eles detem de cuidados especiais pois Ela, tinha 22 anos e 1,24cm de altura e ele hoje 20 anos e 1,30 cm de altura.
                           Após a abertura na câmara os cursistas foram ao espaço da mércia para continuar a prática da aula de arbitragem, onde se seguio até as 22h30.
                           No sábado a programação continuou no espaço da mercia  foi das 14hs. as 22hs 




Caboco Capiroba acende clima junino Saindo Mato no Rio Vermelho

O nome é do marcante personagem de João Ubaldo Ribeiro e é utilizado como símbolo da identidade brasileira e da valorização da cultura nacional.

Shows na Varanda do Sesi, Jequitibar Café
Foto: DIV
Inspirado na tradição nordestina e do recôncavo baiano, o grupo Caboco Capiroba antecipa o clima junino no Rio Vermelho com o show Saindo do mato. Além do trabalho autoral, o repertório inclui canções de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Elomar, João do Vale e João Bá. “Dentro do matulão“, estão ritmos como coco, baião e xote, que prometem esquentar o Jequitibar Café (Varanda do Sesi), dias 8 e 15 de maio, às 21h30. A entrada é R$ 15. 
Formado em 2008, Caboco Capiroba prepara seu primeiro CD, Saindo do Mato, totalmente autoral, que será lançado no segundo semestre. As canções, compostas pelos primos Mario e João Espinheira, dialogam com a tradição da música popular ao mesmo tempo que se diferenciam pela originalidade.
O nome é do marcante personagem de João Ubaldo Ribeiro e é utilizado como símbolo da identidade brasileira e da valorização da cultura nacional.

Supremo oficializa absolvição de 12 no processo do mensalão

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta sexta-feira (3) a absolvição de 12 acusados durante o julgamento do processo do mensalão no segundo semestre do ano passado.
No andamento do processo no site do Supremo, consta que, como o Ministério Público não recorreu dentro do prazo, que terminou na quinta (2), houve “trânsito em julgado” da ação para os 12. Isso quer dizer que não cabem mais recursos do Ministério Público e todos estão oficialmente absolvidos. A partir de agora, o processo terminou para esses réus.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, havia afirmado que, embora não concordasse com as absolvições, não recorreria. Na interpretação dele, os embargos de declaração (tipo de recurso que o MP poderia usar na atual etapa do processo) não serviriam para modificar a decisão tomada pelo tribunal.
Com o trânsito em julgado, estão absolvidos os seguintes réus:
- o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto;
- a ex-funcionária de Marcos Valério Geiza Dias;
- a ex-assessora parlamentar Anita Leocádia;
- o ex-assessor do PL Antônio Lamas;
- a ex-vice-presidente do Banco Rural Ayanna Tenório;
- o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes;
- o ex-chefe de gabinete do Ministério dos Transportes José Luiz Alves;
- o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken;
- e os ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA), Professor Luizinho (PT-SP) e João Magno (PT-MG).
Além de o MP não ter recorrido das absolvições, nenhum dos 12 absolvidos questionou o acórdão, documento que resumiu as decisões tomadas pelo STF.
Dentre os condenados, todos os 25 recorreram para pedir penas menores, solicitar republicação do acórdão e a mudança de relator. Os defensores de parte desses réus argumentam que, como Joaquim Barbosa assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), deve deixar a relatoria. O ministro Ricardo Lewandowski disse na noite desta quinta que a decisão sobre uma eventual mudança de relator deverá ser tomada pelo plenário.
Após 53 sessões em quatro meses e meio, o STF concluiu no dia 17 de dezembro de 2012 o julgamento do processo.
O tribunal concluiu que existiu um esquema de compra de votos no Congresso durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros do STF viram desvio de dinheiro público, de contratos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil, para abastecer o esquema criminoso.
Duda Mendonça
A confirmação das absolvições deve levar ao desbloqueio de bens do publicitário Duda Mendonça e de Zilmar Fernandes.
Eles pediram em janeiro a liberação dos recursos, mas o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu para que se aguardasse o trânsito em julgado, e o Supremo concordou. A defesa deve enviar agora um novo pedido de desbloqueio.
O sequestro dos bens de Duda e Zilmar foi decretado em 2006 pelo relator da ação penal, ministro Joaquim Barbosa. À época, o atual presidente do STF atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que queria assegurar o pagamento de uma suposta dívida de R$ 30 milhões em impostos. fonte Nação Juridica

Pé de Serra: Bobô vai à cidade para autorizar obras para o estádio Carneirão

image Bobô vai anunciar obras importantes da Sudesb na cidade
A aguardada visita do Superintendente da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, a Pé de Serra, aconteceu neste sábado, dia 4.
O ex-jogador do Bahia chegou ao município por volta das 12h30 para celebrar um convênio da Sudesb com a Prefeitura Municipal de Pé de Será para a construção de vestuário, arquibancada e iluminação do Estádio Carneirão.
 O convênio com a Prefeitura de Pé de Serra foi assinado na semana passada, na sede do órgão, em Salvador, pelo prefeito Hildefonso Vitório (PT) e o dirigente da Sudesb.
 Antes, o secretário de Administração do Município, José Raimundo Cordeiro (Birineco), esteve na Sudesb com Bobô visando acertar os últimos detalhes para a assinatura do convênio. Na oportunidade, Birineco agendou com o dirigente do órgão a sua vinda a Pé de Serra.

Na cidade
Na cidade, Bobô almoçou com o secretário de Administração da Prefeitura, Birineco, e o Prefeito Hildefonso, e depois visitou o povoado de Santo Agostinho para vistoriar uma quadra poliesportiva. Por volta das 16h, ele participou da solenidade simbólica para o anúncio das abras no município.  
 Em janeiro, durante uma solenidade esportiva no Parque Pedra do Urubu, no município, o ex-craque havia dito ao público pedeserrense que traria novas obras para o município, o que foi confirmado agora com o anúncio de novos equipamentos e melhorias para o estádio.
 Programação esportiva
A mesma programação esportiva que estava prevista com a vinda de Bobô na última quarta-feira, foi mantida para este sábado, com a realização de um quadrangular de futebol, sob a coordenação do Diretor de Esportes, Ubiratan.
 O evento aconteceu no Estádio Municipal José Carneiro de Oliveira (Carneirão), onde serão realizadas as obras do convênio assinado entre o município e a Sudesb.

Targino Gondim celebrou o sertão em espetáculo musical no Teatro Castro Alves

image Xangai, Targino e Elba: Celebração das Culturas dos Sertões
O sertão invadiu a capital baiana na noite de sexta-feira (3). E foi com casa cheia que Targino Gondim comandou o espetáculo 'Sertão da Gente', que abriu a segunda edição do projeto Celebração das Culturas dos Sertões, no Teatro Castro Alves.
O espetáculo musical teve um repertório voltado para as manifestações que acontecem na região do semi-árido e homenageou dois veteranos: Bule-Bule e Dominguinhos.
 "Foi emocionante porque além de fazer um espetáculo em uma casa como o TCA, também estava junto dos amigos, tocando as coisas que eu gosto de tocar e contando histórias do meu povo, o povo sertanejo", disse Targino ao iBahia sobre a emoção de apresentar um projeto como este.Ao lado da sua banda e do Quinteto Sanfônico do São Francisco, Targino recebeu convidados especiais e emocionou a plateia em cerca de duas horas de apresentação. Para abrir a noite, o grupo Samba de Véio do Rodeadouro esquentou o palco.
Depois foi a vez de Zezinho Aboiador se apresentar e anunciar o anfitrião da festa. Nilton Freitas, João Omar, Xangai e Elba Ramalho completaram as participações especiais da noite. Sob direção artística de Fernando Marinho, um dos destaques do show foi o cenário. De bandeirolas estampadas em preto e branco a lua cheia, de casamento da roça a uma moça na janela, de bolinhas a bandeirolas coloridas, tudo em perfeita harmonia com a iluminação e a direção musical, assinada pelo próprio Targino Gondim.
 No repertório, um dos pontos altos da noite foram as canções 'Juazeiro', 'Esperando na Janela' e 'Eu Só Quero um Xodó'. "Uma vez Dominguinhos me disse: O (Gilberto) Gil fez com você - sobre 'Esperando na Janela' - o mesmo que fez comigo - por 'Eu Só Quero um Xodó' - na década de 70. O Brasil inteiro passou a conhecer a nossa música", relembrou Targino.
 Um dos momentos mais esperados da noite foi a participação de Elba Ramalho que entrou com a música 'De Volta Para o Meu Aconchego', e seguiu com 'Carcará' e 'Lendas de São João'."Foi linda a festa e eu adoro Targino. Quando a gente divide palco com um artista que a gente tem afinidade, amizade e admiração tudo funciona bacana. E outro adendo positivo, que aqui é imbatível, é o fato de cantar no Teatro Castro Alves que eu amo de paixão. Foi tudo maravilhoso, fiquei muito feliz", contou Elba Ramalho. 
 Para fechar a festa, Targino apresentou a banda em 'Asa Branca', com solos dos sanfoneiros Flavio Baião, Vanderlei do Nordeste, Rennan Mendes, Cicinho de Assis e Gel Barbosa. Depois, reuniu todos os convidados e liberou o forró para a plateia, que se animou pertinho do palco.A plateia emocionada, vibrou, aplaudiu e se sacudiu na cadeira do teatro. "Como sou do interior, e a minha cidade também sofreu com essa seca, achei o show emocionante. Quando ele falou que basta chover um pouco para tudo ficar verde, isso realmente acontece, é bem real. E também sou louca por forró, lembrei de casa e fiquei com saudade do São João", comentou a estudante de comunicação, Suzana Rebouças, que nasceu na cidade de Marcionílio Souza. 
 "É um sentimento renovado tratar desse assunto: do sertão. É uma coisa que muito me alegra e me atrai. Eu sou um rapaz do sertão, sou sertanejo, sou vaqueiro, sou cantador e junto com esses músicos maravilhosos, esses poetas, eu me sinto mais feliz ainda", comentou Xangai. "O show mostrou o que a gente tem de mais forte: a nossa cultura, história, nosso povo e nossos artistas. Foi um espetáculo", encerrou Targino.